Todas as previsões indicavam uma noite tranquila. Não foi bem assim. Diante daquele que seria o rival mais simples da etapa, o Brasil sofreu – e muito. Mas, quando a inspiração não vem, é preciso se impor na marra. Neste sábado, em Cuiabá, a seleção soube a hora de reagir diante de uma Alemanha cheia de vontade de se mostrar grande. Depois de ficar duas vezes atrás no placar, o time de Renan Dal Zotto virou o jogo e venceu mais uma na Liga das Nações: 3 sets a 2, parciais 20/25, 25/18, 21/25, 25/17 e 15/13.
Em segundo lugar na tabela e com a vaga na fase final praticamente garantida, o Brasil encerra a etapa em Cuiabá neste domingo. O time volta à quadra contra a Rússia, às 21h, com transmissão ao vivo do SporTV2 .
Quase lá
A vitória deixa o Brasil ainda mais perto da classificação para a fase final da Liga das Nações. Na competição, os seis melhores times avançam e se juntam aos Estados Unidos, já classificados por sediarem o evento. O primeiro critério de desempate é o número de vitórias. Se vencer a Rússia, o Brasil chegará a 11 no total. Se a Polônia, atual sexta colocada e com sete vitórias até aqui, perder para a Itália em outro jogo deste domingo, não poderá mais alcançar a seleção brasileira, garantindo a vaga para o time de Renan Dal Zotto.
Os donos da história
O Brasil contou com dois jogadores vindos do banco de reservas para conseguir a virada. Alan entrou em quadra ainda no primeiro set no lugar de Wallace, zerado no jogo. Logo se transformou na maior arma ofensiva do time, com 17 pontos – Leal, com 16, veio logo atrás. Mas não foi só ele. Cachopa entrou durante a partida e conseguiu organizar melhor o jogo, levando o time à vitória na marra.
Fatos do jogo
Que amigo…
Renan Dal Zotto teve um grande amigo do outro lado da quadra. Medalhista olímpico, tricampeão mundial e um dos maiores jogadores de todos os tempos, Andrea Giani é o técnico da Alemanha.
Mudanças
Renan foi à quadra com um time diferente. Douglas Souza e Maurício Souza começaram entre os titulares. Lucarelli e Lucão foram para o banco, mas entraram no terceiro set, quando o Brasil via a Alemanha tomar a frente do jogo.
Erros, erros e mais erros
Os dois times exageraram nos erros neste sábado. Só o Brasil deu 38 pontos de graça para os rivais. Como parâmetro, contra a Bulgária, por exemplo, o time fechou o jogo com a metade de erros (19). A Alemanha também não foi tão bem assim: deu 37 pontos para os donos da casa.
Longo tabu
A Alemanha não conseguia vencer um set sequer do Brasil desde a Liga Mundial de 2003, quando perdeu também por 3 a 2. Foi a 22ª vitória brasileira contra os alemães, que somam apenas cinco triunfos, o último no distante ano de 1993.
Escalações
Brasil: Bruninho, Wallace, Isaac, Maurício Souza, Leal e Douglas Souza. Líberos: Maique e Thales. Entraram: Alan, Cachopa, Lucarelli, Lucão, Maurício Borges e Flávio.
Alemanha: Fromm, Schott, Brehme, Hirsch, Baxpohler e Zimmermann. Líberos: Zenger e Peter. Entraram: Reichert, Sossenheimer e Weber.
Globoesporte
