
Arthur Zanetti foi o último competidor a subir nas argolas para a competição desta segunda-feira. Campeão olímpico em Londres-2012, o brasileiro poderia saber exatamente o que precisava fazer para repetir o feito no Rio. Mas não foi isso que aconteceu. Segundo o ginasta, medalha de prata nas argolas, ele fez a prova no escuro.
– O resultado foi justo. As notas, também. Não olhei a prova de ninguém, nem a série de ninguém, só pensei na minha e saio daqui satisfeito com o que eu fiz – afirmou Zanetti.
Zanetti e Eleftherios Petrounias realizaram a mesma série, mas com os elementos em ordem diferente. Por isso, tinham a mesma nota de partida, o máximo que cada um pode alcançar na competição. Mas o grego acabou levando vantagem no placar final: 16,000 contra 15,700.
A prata foi muito comemorada pelo brasileiro. Desde a hora que saiu do aparelho, festejou com os técnicos, viu a nota e depois quando recebeu a medalha e conversou com os jornalistas.
Em nenhum momento das falas, seu semblante mudou. Zanetti aproveitou para elogiar os outros brasileiros, que conseguiram ou não medalhas, agradeceu patrocinadores e familiares. E falou das dificuldades da prova desta segunda:
– Manter um resultado é ainda mais difícil. Chegar aqui foi muito mais difícil do que em Londres. Agora treinei bem mais, sofri bem mais. Quem consegue ser bicampeão olímpico é um mito. Estava vendo o Bolt e ele conseguiu o tri. Isso é especial. Estou muito feliz com essa prata. Um resultado maravilhoso – afirmou.
Depois da Olimpíada no Rio, Zanetti só pensa em descanso. Depois dele, o objetivo já está traçado: Tóquio-2020.
Lancenet
