No mesmo lugar em que se despediu da Copa do Mundo de 2014 o Brasil iniciou a busca pelo ouro olímpico em casa. Mais do que começar bem a corrida pela medalha, a Seleção tinha o objetivo de apagar a má impressão deixada no último grande evento que participou em casa, resgatar o orgulho do torcedor. E não conseguiu. Assim como na disputa pelo terceiro lugar contra a Holanda, há dois anos, a equipe saiu do Estádio Mané Garrincha, em Brasília, vaiada após o empate em 0 a 0 com a África do Sul, nesta quinta-feira.
Se na Copa o sentimento era de indignação, agora a frustração é que toma conta. Esperava-se uma Seleção bem diferente da que nos acostumamos a ver no Mundial e depois dele. Pelos treinamentos e entrevistas de Rogério Micale e também pela impressão deixada no amistoso diante do Japão, no último sábado, a expectativa era de uma equipe envolvente, com toques rápidos, marcação no campo de ataque e um trio ofensivo infernizando a vida dos defensores. Nada disso aconteceu.
A história (da Copa e da estreia na Olimpíada) já está escrita, mas pode ter seu enredo alterado. Ainda em Brasília, a equipe canarinho tentará melhorar a impressão deixada contra a África do Sul e se recuperar na competição no próximo domingo, quando encara o Iraque.
FICHA TÉCNICA
BRASIL 0 X 0 ÁFRICA DO SUL
Local: Estádio Mané Garrincha, em Brasília (DF)
Data: 4 de agosto de 2016, às 16h, quinta-feira
Árbitro: Antonio Mateu Lahoz (ESP)
Assistentes: Pau Cebrian Devis e Roberto Dias Perez (ambos da ESP)
Cartões amarelos: Thiago Maia e Marquinhos (BRA) / Mvala e Mathoho (RSA)
Cartão vermelho: Mvala (RSA)
Público/renda:
BRASIL: Weverton, Zeca, Marquinhos, Rodrigo Caio e Douglas Santos (William 39’2ºT); Thiago Maia, Renato Augusto (Rafinha 21’2ºT) e Felipe Anderson (Luan 15’2ºT); Gabriel Jesus, Neymar e Gabigol. Técnico: Rogério Micale
ÁFRICA DO SUL: Khune, Mobara, Mathoho, Coetzee e Modiba; Mvala, Mekoa e Motupa; Masuku (Morris 12’2ºT), Mothiba e Dolly. Técnico: Owen da Gama
