A noite deste domingo foi gloriosa para o atletismo brasileiro na Paralimpíada de Londres. Para começar, uma dobradinha de atletas do País, com Terezinha Guilhermina e Jerusa Santos, seguida por um ouro com um pedido de casamento de Yohansson do Nascimento. O grand finale, no entanto, ficou reservado a Alan Fonteles que ganhou a medalha de ouro sobre o maior astro da Paralimpíada, o sul-africano Oscar Pistorius, na final dos 200 metros classe T44.
Alan foi o grande astro da noite, ofuscando Pistorius e virando pivô involuntário de uma grande polêmica por causa do aumento de cinco centímetros em suas próteses. Na prova, o sul-africano, que na noite anterior havia estabelecido novo recorde mundial (21s30), tomou a dianteira e parecia fadado a mais uma vitória, mas Alan, em um sprint final histórico, surpreendeu o adversário e todo o público no Estádio Olímpico e concluiu a prova na frente, com tempo de 21s45.
Pistorius saiu da pista visivelmente abalado. Falou pouco com os repórteres das emissoras de TV e entrou na área reservada aos atletas. Somente depois de algum tempo voltou para falar com a imprensa escrita e reclamou. “Não acho que foi injusto. Ele (Fonteles) competiu respeitando as regras, mas é fato que antes (da troca das próteses) ele não corria na casa dos 21 segundos e eu nunca vi alguém tirar uma diferença nos oito metros finais como ele fez. Foi a minha primeira derrota em uma disputa de medalha.”
Alan agradeceu a Deus, à família e aos torcedores, mas dedicou em especial seu título para duas pessoas: o técnico Amauri Veríssimo e ao “amigo-irmão” Yohansson do Nascimento.

