Gabigol diz estar pronto para estrear pelo Santos e minimiza vaias na Vila: “Totalmente natural”

Atacante vai usar a camisa 9 no retorno ao clube onde foi revelado: “É uma realização, estou feliz”

Gabriel Barbosa foi apresentado nesta segunda-feira como reforço do Santos. O atacante, emprestado pelo Cruzeiro até o fim do ano, retorna ao clube depois de sete temporadas para formar dupla com Neymar.

O novo camisa 9 do Santos disse que tinha o desejo de retornar ao clube desde o ano passado, minimizou a discussão com um torcedor na Vila Belmiro quando defendia o Cruzeiro e disse estar pronto para entrar em campo no sábado, contra o Novorizontino, na Vila, pelo Paulistão.

– Voltar a usar (a camisa do Santos) talvez não seja a palavra certa, porque eu nunca tirei, eu sempre usei, a camisa que meu pai colocou em mim quando eu era pequeno. Todas as vezes que eu tive chance de usar em casa, eu também usava, trocar com jogadores, estar sempre perto. Esta camisa, para mim, é muito especial.

– Sempre foi a camisa que eu usei na minha infância, para jogar bola na rua, na base do Santos também. Voltar agora para casa é um sentimento especial, chegar no CT, na Vila, na rua, no restaurante, e saber que todo mundo está torcendo por você, cumprimentando e feliz por você. Ter esse apoio de todos é muito importante neste momento. É uma realização, e eu estou muito feliz.

– Sobre o que aconteceu na Vila, é totalmente natural. Eles estavam defendendo o Santos. Eu sou santista. Eu também estive muito ali na Jovem e xinguei muitos jogadores, quando saía do Santos e vinha jogar aqui. Eu defendia outro time, e todo mundo sabe da minha característica como pessoa. Eu não sou um tipo de jogador que vão me xingar e eu vou me abater. O que aconteceu aqui foi com uma pessoa só, não foi diretamente com o Santos.

– Todas as vezes que eu tive oportunidade de demonstrar o meu carinho pelo Santos, eu fiz. E agora é trabalhar bastante. O que eu posso prometer para torcida é empenho e dedicação. Algo que sempre fiz. Espero que a torcida compreenda que as coisas passaram e agora a gente está aqui juntos por um objetivo, que é colocar o Santos onde merece – disse Gabigol.

O novo camisa 9 do Santos comentou as primeiras impressões sobre o trabalho de Vojvoda e diss estar preparado para entrar em campo.

– Foi pouco tempo de treino, mas creio eu que é um estilo que cabe mais a mim, a pressão mais curta, no campo do adversário. É o DNA do Santos, ter a bola, atacar com bastantes jogadores, fazer gols, correr riscos. Creio eu que eu estou no lugar certo na hora certa para poder ajudar o Santos.

Estou pronto. Depende do mister. Estou me sentindo muito bem

— disse Gabigol.

Gabigol agradeceu o empresário Pedro Lourenço, dono da SAF do Cruzeiro, por viabilizar o empréstimo ao Santos. O atacante disse que desde o meio do ano passado o desejo era de retornar ao clube.

– Desde o meio do ano até o final, o Pedrinho já sabia que eu queria voltar ao Santos. Se fosse imaginar que eu estaria aqui há três ou quatro anos, seria praticamente impossível. Tem o momento certo. Agradecer meus ídolos, que me treinaram e me ajudaram a ser quem eu sou hoje.

– É realmente agradecer a todo mundo e à torcida pelo carinho, meus amigos, minha namorada, as pessoas que ajudaram a isso acontecer. E deixar meu agradecimento ao Pedrinho e ao Cruzeiro para entender o meu momento pessoal – disse Gabigol.

No discurso de apresentação, o presidente Marcelo Teixeira disse que o Santos agora possui dois projetos para o ano: o de ajudar Neymar e Gabigol a estarem representando a seleção brasileira na Copa do Mundo.

– Tínhamos um projeto, de alguns jogadores, dentre eles o Neymar, retornar para a seleção brasileira para a Copa do Mundo. Agora nós temos dois projetos. O segundo é você. Você veste a camisa 9 do Santos hoje, com vista a fazer um bom primeiro semestre, um maravilhoso desempenho junto com a nossa equipe, para que você seja também um jogador do Santos a defender a seleção brasileira na Copa do Mundo. Bem-vindo! – disse Teixeira.

Formado nas categorias de base do Peixe, Gabigol é o quinto maior artilheiro do clube no século XXI. Ele disputou 210 jogos pelo Santos, com 84 gols marcados. O atacante fica atrás apenas de Neymar (150 gols), Robinho (111 gols), Ricardo Oliveira (92 gols) e Kleber Pereira (86 gols).

Em 2018, Gabigol deixou o Peixe como o artilheiro entre todos os times da Série A, com 27 gols na ocasião. Foram sete temporadas longe do clube, seis delas com média de gols acima ou próxima de 0,5 gol por jogo. Ele somou 174 gols em 24,7 mil minutos, com média de um marcado a cada 174 minutos em campo, números que justificam a expectativa santista.

Confira outras respostas de Gabigol na entrevista coletiva:

Decisão de sair do Cruzeiro e voltar ao Santos:
— Em algum momento isso iria acontecer, sempre esteve na minha cabeça voltar para o Santos, para casa. Fui criado aqui dentro, então, desde os meus 8 anos, eu jogo no Santos. Tudo começou em casa. Rafaela começou a falar para mim para voltar para Santos, os meus pais também. Sempre tive uma vontade de voltar, isso iria acontecer em algum momento. Não esperava que seria assim. E também com o presidente Marcelo, que me conhece desde pequenininho, as coisas começaram a acontecer. Quando chegou até mim, eu não tive dúvida que era o momento certo de voltar para casa.

Primeiros treinos e estreia pelo Santos:
— Creio eu que a gente tem que montar uma equipe forte, uma formação que consiga ajudar os nossos jogadores da frente e de trás. O que precisar de mim, com a minha experiência, mais de 200 jogos com a camisa do Santos, eu vou estar disposto a ajudar, tanto dentro quanto fora de campo. Pelos treinos que eu estou vendo, vejo um time muito empenhado, muito bom, com as características muito mais do Vojvoda, que eu vejo dentro do treino. Espero que sábado seja uma estreia muito bonita para nós. Vamos enfrentar um grande adversário, que vem treinando antes da gente, isso conta. Creio eu que, na Vila, a gente não pode deixar ponto.

Se sente confortável com estilo de jogo de Vojvoda:
— Foi pouco tempo de treino, mas creio eu que é um estilo que cabe mais a mim, a pressão mais curta, no campo do adversário. É o DNA do Santos, ter a bola, atacar com bastantes jogadores, fazer gols, correr riscos. Creio eu que eu estou no lugar certo na hora certa para poder ajudar o Santos.

Por que queria sair do Cruzeiro:
— Era sabido de todo mundo que eu queria ter mais minutos, demonstrar meu futebol. E aí eu entrei neste assunto da questão tática. Ele sabia disso muito antes do final do ano. Como todo mundo sabe. Eu sempre quis voltar. E achei que este era o momento certo, junto com o presidente que praticamente cuidou de mim quando eu era criança. E as coisas aconteceram. Quando a gente veio jogar aqui contra o Santos, dei camisa para todo mundo, mostrei a cidade para eles, todos gostaram bastante. Pedrinho ontem me mandou mensagem, disse que está muito feliz por mim, que entende esse momento de estar mais perto da família, de ter mais minutos. Entre outras pessoas. O Leonardo Jardim, a gente conversou hoje de manhã. O Kaio Jorge. O pessoal do Cruzeiro todo feliz por mim. Era um desejo meu. Ele sabia disso. Só teria um lugar para eu sair do Cruzeiro, que era o Santos.

O que esperar do Santos em 2026:
— É um ano de evolução do que a gente fez no ano passado, já me coloco nisso. Claro que é um time muito novo, mas ao mesmo tempo muito bom. Deu provas disso no final da temporada. O Vojvoda vai ter um pouco mais de tempo, vai conhecer mais os jogadores. Todo mundo sabe que o Neymar é meu ídolo e também um amigo. Pude jogar com ele na Seleção. A gente sempre foi muito feliz dentro e fora de campo. O que a gente realmente quer, não só eu, como todos os jogadores, é ajudá-lo a estar 100%, porque a gente precisa dele na Copa. E também ajudar o Santos a estar no lugar certo, que é sempre brigando por título. Não tem como prometer títulos, mas o Santos tem que estar ali perto, no Brasileiro, na Sul-Americana, na Copa do Brasil e no Paulista.

Voltar ao Santos é passo atrás na carreira?
— Se o passo atrás for voltar para o maior time da Terra… Não tem passo para trás melhor do que este. O tanto de ídolo que o Santos tem, a torcida que o Santos tem, este estádio aqui, onde o Rei jogou. Praticamente o único time que joga com a coroa aqui em cima, não vejo como isso. Eu vejo como uma história. A história do Santos é esta. Praticamente sempre foi assim, a mídia contra o Santos, e a gente sempre deu a voltar por cima.

Se fizer gol contra o Flamengo, vai comemorar tanto quanto comemorava contra o Santos?
— Quanto a comemorar os gols, eu sou um jogador que respeito todos os clubes, como sempre respeitei o Santos. Eu não sou o tipo de jogador que leva para desaforo para casa, às vezes erro com isso. Mas sempre tratei o Santos, o Flamengo com muito respeito, sempre vou tratar o Cruzeiro como muito respeito. Comemorar gol é algo especial. Se me xingarem, se me tratarem da maneira que eu não acho correta, eu vou comemorar, sim. Sem problema nenhum. Lógico que a torcida vê o lado dela, mas também me xingaram muito aqui. Então faz parte, a pressão é normal no futebol. Se eu me sentir desrespeitado, é óbvio que vou comemorar.

Como é jogar no Santos depois de passar por Flamengo ou Cruzeiro?
— Claro que a torcida sempre quer títulos, quer ver o Santos brigando, e é o que a gente quer. Mas também temos que entender o momento, de reconstrução, como aconteceu comigo no Cruzeiro. Se em janeiro falasse que o Cruzeiro iria ficar onde ficou, com chance de títulos, parando na semifinal da Copa do Brasil e indo para a Libertadores, parecia uma loucura. Foi reconstrução muito boa, pude ajudar muito nisso. Agradeço ao Cruzeiro pela oportunidade e também de estar aqui. O Santos é a mesma coisa. É uma reconstrução, buscar viver o nosso DNA novamente. Na minha opinião, o mais importante é na Vila. Na Vila ninguém pode vir aqui achar que pode ganhar da gente. No sábado a gente já espera o estádio lotado para poder buscar mais uma vitória.

Tem possibilidade de retorno à Seleção?
— Presidente está sendo bastante otimista. É claro que é um sonho estar na Seleção, sempre vai ser um objetivo até o momento que eu encerrar minha carreira. Mas creio eu que o meu momento não condiz com isso. Mas também não é impossível. Vim para o Santos. Como eu falei no treino, minha Seleção vai ser o Santos. Talvez eu precise mais do Santos, do que o Santos de mim. A gente está aqui para poder ajudar o Neymar a estar muito bem, dentro e fora de campo. A gente conversou quando ficou tudo certo. Realmente a gente está muito feliz de compartilhar o vestiário, o campo. Na Seleção foi muito rápido, e agora a gente vai poder viver perto. A gente está muito feliz de estar juntos de novo.

Qual é a sua vontade depois do período do empréstimo?
— Eu respeito muito o Cruzeiro. É um time que realmente me abraçou de uma forma que eu nunca imaginei. A torcida do Cruzeiro, a torcida, a diretoria, os jogadores. Eu sou realmente muito grato. Eu tenho contrato com Cruzeiro ainda, e todos sabiam que o meu desejo era voltar para casa. A gente vai conversar. A gente tem praticamente o ano inteiro para resolver isso. Mas todo mundo sabe que Santos é minha casa, é onde venho para férias, ver minha família. Depois o presidente vai resolver isso.

Autoanálise de como chega ao Santos:
— No Cruzeiro ano passado não foi ano tão ruim como as pessoas falam. É claro que eu tive poucos minutos, mas fui o vice-artilheiro do time, jogando numa posição que talvez não era mais adequada. Eu tive 23 jogos como titular, fiz 13 gols. Não é uma média tão ruim assim. Creio eu que aqui vou ter bastantes minutos, confiança do treinador, da minha família, dos meus amigos. E também acho que isso interfere, estar perto de todo mundo. Chego muito bem, chego muito feliz. Descansei bastante nas férias, treinei também. Estou pronto para poder ajudar o Santos. Tenho 29 anos ainda. Sou novo. Nunca tive nenhuma lesão grave. No Flamengo, os últimos anos foram difíceis, por várias questões. No Cruzeiro eu tive à disposição em todos os jogos, com nenhuma lesão, em todos os treinos. É colocar isso em prática no Santos para poder ajudar o clube.

O que sente de diferente em relação a 2018? E considera recomeço ou reconciliação?
— Eu acho que um recomeço, é claro. Em 2018, quando eu estive aqui, a gente foi muito feliz. Os objetivos do clube, a gente não conseguiu, mas foi um ano muito bom, em que a gente esteve perto da Libertadores. Individualmente eu fui artilheiro do Brasileiro. Acabou que eu não pude ficar. Não foi uma escolha minha. Foi uma escolha da Inter de Milão na época. Depois se acertaram com o Flamengo. Eu me vejo muito bem, bem mais velho agora, com 29 anos. O que mais tem pesado para mim é ver todo mundo feliz, minha família, minha namorada e meus amigos felizes. É sempre muito bacana você se sentir em casa. Em BH, por mais que fosse uma cidade muito boa, as pessoas me receberam muito bem, é diferente, você estar em casa é totalmente diferente. Estou muito feliz, animado e ansioso para sábado.

Por que agora era o momento de voltar? E aproximação com Robinho Jr?
— Estar em casa é muito bom, você ter sua família e seus amigos por perto. Ver todo mundo feliz. Eu também me sinto feliz vendo eles felizes. Poder voltar para a Vila, no meu time do coração, é muito bom para mim. Eu me sinto muito bem e feliz. Estando em casa, quando acontece alguma coisa de ruim, você vai para o colo da sua mãe. Eu queria voltar há muito tempo, as coisas não deram certo. Esse foi o timing certo, e com a ajuda do Cruzeiro, de eles entenderem esse momento. Eu estou muito feliz e espero poder ajudar, corresponder. Sou um Menino da Vila e, como isso, pretendo ajudar o Robinho. Eu amo o pai dele, eu amo a família dele, eu amo ele. Brinco com ele que o peguei no colo. Poder jogar com ele vai ser uma coisa extraordinária. É um menino de talento, que é realmente diferente. E o raio caiu de novo.

O que aconteceu para não voltar em 2025 pós-Flamengo? E como tem sido relação com o Vojvoda?
— É difícil você atacar uma coisa que aconteceu para não dar certo. Eu iria voltar para o Santos em algum momento da minha vida. Mas, sobre o Cruzeiro, é uma equipe com estrutura maravilhosa, com projeto maravilhoso. Eu sou muito amigo do Pedrinho, do filho dele, da diretoria. Foi uma decisão de momento, que eu não me arrependo. E até por causa disso eu estou aqui. Talvez se fosse outro time, não me cederia ao Santos. Por eles entenderem como eu sou, como é a minha família, como sou como pessoa. Para mim, esse foi o momento certo. Em algum momento isso acontecer. Sobre Vojvoda, conversamos um pouco Ele conhece bastante minhas características, tem me surpreendido com os treinos e com o jeito dele. Tenho gostado bastante. Espero que possamos ser muito felizes juntos.

Por que Gabriel B. na camisa, e não Gabigol?
— Nunca foi Gabigol na camisa. Desde pequeno no Santos, sempre foi Gabriel. O Gabriel B. é como sou conhecido. No Santos sempre foi assim. Eu falei ‘estou voltando para casa, tem que ser como começou’. Foi uma escolha pessoal. É normal que a torcida tenha expectativa alta, até porque a gente joga no Santos.

Como encara a pressão da torcida neste retorno?
— Tem que ser assim, tem que ter pressão, tem que buscar os títulos. Não pode pensar menos do que isso, mas também temos que ser realistas. Estamos em um momento de reconstrução, em que precisamos muito da torcida, da energia positiva de todos, principalmente em casa. Na Vila a gente não pode deixar pontos para trás. Todos os adversários que vierem aqui tem que sentir que o Santos vai vir forte, vai vencer. Eu mesmo pude provar isso agora contra o Santos. A Vila estava linda. Espero que todos os jogos sejam assim. E que a gente possa corresponder dentro de campo. Não é o Neymar, o Gabigol, é o time inteiro. Não jogam dois. Jogam mais de 11. Precisamos de todos juntos, todo mundo muito bem, e precisamos ser uma equipe forte. Não ter dois, três ou quatro jogadores muito bons. Temos que ser uma equipe forte. E aí o individual vai aparecer.

Tem projetos para o futebol feminino?
— Ainda não deu tempo de conversar sobre isso, mas todos sabem que eu gosto muito. Ontem mesmo eu falei com a Bianca Brasil. A gente conversou. Com certeza, sempre fez parte da minha vontade poder ajudar o futebol feminino de alguma forma. Ontem teve esse anúncio. O Santos sempre foi muito forte. Teve Marta, Cristiane. Eu sempre pude conviver com isso na Vila, vim ver os jogos. E agora não vai ser diferente. Primeira chance que eu tiver de ir num treino, no jogo, eu vou estar lá. E se o presidente precisar de mim para alguma coisa, ele sabe que pode contar comigo.

Quem mais influenciou na negociação? Neymar influenciou?
— O presidente, né. Antes mesmo do jogo contra o Cruzeiro, a gente conversou por telefone. Citar uma pessoa é muito difícil, mas tem que agradecer muito o Pedrinho por ter entendido esse momento meu. De estar perto da família, estar em casa. Sobre Neymar, a gente conversou durante as negociações, com o pai dele também. Quando as coisas deram certo, a gente ficou muito feliz. A gente ainda não se encontrou, espero encontrá-lo logo para pudermos ajudar o Santos.

Como chega para voltar a fazer o Santos goleador?
— Estou louco para chegar aos 100 gols. O futebol é muito complicado, às vezes o atacante passa por dificuldade para fazer o gol, mas não é só culpa do ataque. Às vezes a bola não chega, o esquema não favorece tanto. Não é só um problema dos atacantes do Santos. O que a gente espera é poder criar chances para fazer os gols. Eu vejo que o Santos cria bastante chance, consegue chegar muito bem no terço final, tem um estilo de jogo que ataca com quatro ou cinco na última linha, isso favorece o atacante. Creio eu que estaremos muito bem postados no campo defensivo deles para poder criar chances de gol. E aí vai precisar do centroavantes e os atacantes estarem bem. E dividir isso, os meias e os pontas podem fazer gols. Não é só ficar direcionado a uma pessoa, ao camisa 9. Até mesmo o meu estilo de jogo não é de um 9 que fica dentro da área, paradão. Eu também quero dar assistências, quero participar, como no Cruzeiro. Eu tive um momento jogando como meia, como ponta. E estou aqui para ajudar. As características do time me ajuda. Claro que é pouco tempo, a gente está praticamente a seis dias do primeiro jogo. Fisicamente não estamos no nosso ápice, mas, com conjunto, a gente pode ser muito vitorioso. Quero chegar aos 100 logo, estou ansioso para isso e também para escutar minha música na Vila. Tenho sonhado com isso.

Retirado do Globoesporte.com

 Foto: Mauricio De Souza/AGIF

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