Diziam que já não havia mais nada para se contar. Em um clássico marcado por nove finais seguidas, o histórico se apresentava como um personagem à parte no ginásio do Ibirapuera. Mas, para escrever um novo capítulo do duelo contra o Osasco, o Rio de Janeiro quis deixar o passado para trás. Criada na quadra rival,Natália ressurgiu vestida de azul e guiou sua equipe a uma reação heroica na manhã deste domingo. Pelos braços da ponteira,o Rio virou um jogo que parecia perdido: 3 sets a 2, parciais 22/25, 19/25, 25/20, 25/15 e 15/9, para celebrar o seu oitavo título da Superliga. Quem também chamou a responsabilidade para si foi Fofão. Aos 43 anos e jogando sentindo dores na panturrilha, a levantadora do Rio foi eleita a melhor jogadora da decisão.
Antes da decisão, Bernardinho chegou a alertar para o risco de um massacre. Diante de um rival formado por cinco campeãs olímpicas, o treinador temia que seu time não tivesse forças para chegar ao título. No entanto, a equipe carioca levou a melhor no clássico e aumentou a vantagem para 6 a 3 nas nove finais consecutivas entre as rivais.
Após vencer o Osasco e conquistar o título da Superliga feminina, o grupo de jogadoras do Rio de Janeiro foi comemorar o feito em uma churrascaria de São Paulo, na tarde deste domingo. Durante a confraternização, as atletas receberam um kit com produtos do patrocinador do clube, além de uma joia.

