Brasileiro sobe para o 25º lugar após as quartas de final em Roland Garros
A melhor campanha do Brasil, na chave masculina de simples de um Grand Slam, desde 2004, rendeu a João Fonseca alguns frutos. Um deles é que, nesta segunda-feira, o carioca, de 19 anos, subiu cinco posições e é o melhor da América do Sul. A última vez que um tenista do país esteve à frente dos rivais do continente foi na semana de 17 de outubro de 2015.
Naquela ocasião, o paulista Thomaz Bellucci se manteve em 33º lugar da ATP, seguido de perto pelo argentino Leonardo Mayer (35º) e pelo uruguaio Pablo Cuevas (36º).
Dessa vez, João Fonseca está em 25º, também duas colocações à frente do próximo vizinho do continente. Nesse caso, o argentino Francisco Cerúndolo (27º, de 27 anos), que caiu uma posição após o Grand Slam francês. Depois dele, o próximo sul-americano é Tomas Etcheverry (30º, de 26 anos, campeão do Rio Open deste ano), outro atleta da Argentina.
Já o número 2 do brasil é o paulista Gustavo Heide, 182º do mundo.
João Fonseca se aproxima do ranking de Bellucci
Mais jovem a derrotar o recordista sérvio Novak Djokovic em Grand Slams, na terceira rodada de Roland Garros, o número 1 do Brasil está uma posição de igualar seu melhor ranking. No dia 3 de novembro do ano passado, o pupilo do técnico Guilherme Teixeira chegou à 24ª colocação, logo após conquistar o segundo ATP, o 500 da Basileia, na quadra rápida. Na história do tênis masculino brasileiro, apenas Bellucci (21º) e Guga Kuerten (1º) alcançaram posição melhor do que a de João Fonseca até aqui.
O próximo torneio do número 1 do Brasil é o ATP 500 de Halle, na Alemanha, na grama, que começa em 15 de junho. O carioca jogou duas vezes a competição, com derrotas nas estreias de 2024, para o australiano James Duckworth (88º), e para o italiano Flávio Cobolli (24º), ano passado.
Italiano salta 70 posições
Após a derrota do número 1 do Brasil, nas quartas de final de Roland Garos, para o tcheco Jakub Mensik, apenas um tenista ameaçava seu retorno ao 25º lugar: o italiano Matteo Arnaldi, que alcançou as semifinais (fato inédito na carreira em Slams) e subiu nada menos que 70 posições.
Nesta segunda, ele é o 34º. Caso tivesse avançado à decisão, ultrapassaria o brasileiro. Mas o número 4 da Itália passou mal antes da semifinal e nem entrou em quadra para enfrentar o compatriota Cobolli, que pulou quatro posições após o vice em Paris e está em 10º.
Retirado do Lancenet
João Fonseca gesticula na derrota para o tcheco Jakub Mensik em Roland Garros (Foto: Thomas SAMSON / AFP
