Não foi nesta quarta-feira, desta vez pela Copa Sul-Americana, que o Botafogo
venceu para dar uma sobrevida a Marcos Paquetá. Ao contrário, a fase piorou e o treinador caiu. Diante de um frágil Nacional-PAR, no Estádio Defensores del Chaco, o Alvinegro oscilou durante a partida e saiu derrotado por 2 a 1, em duelo de ida válido pela segunda fase da competição continental.
O jogo da volta será realizado dia 16 deste mês, no Nilton Santos. O Glorioso vem de uma péssima sequência no Campeonato Brasileiro e, agora, soma quatro derrotas em cinco jogos na Era Paquetá. Para tentar reverter o cenário, é necessário que venha uma vitória no sábado, contra o Santos, em casa.
GOL CINEMATOGRÁFICO
Mal deu tempo para as duas equipes se estudarem em um Defensores del Chaco vazio. Na casa dos dez minutos, Santacruz, destaque dos mandantes, viu uma bola rebatida sobrar e, na entrada da área, dominou no peito e girou com uma linda bicicleta. Placar inaugurado e muita, mas muita dor de cabeça para os pressionados visitantes.
ALÍVIO CEDO
Pessimista por natureza, o botafoguense murchou depois de ter levado um gol cedo, ainda mais da maneira que a bola entrou. O fato é que, organizado, o time de Marcos Paquetá conseguiu pressionar com perigo e criou chances para empatar – ainda que Saulo tenha salvado. Valencia e Kieza haviam tentado antes do camisa 9, depois de Carli lançar da zaga, fazer boa jogada de fundo. Pimpão não conseguiu completar, mas Luiz Fernando conferiu: tudo igual.
VACILOS GERAIS
Para o segundo tempo, até pela maior qualidade do Botafogo, era esperada uma virada no caso de pisada no acelerador. Não foi isso que se viu. Logo quando as equipes retornaram do vestiário, Matheus Fernandes perdeu a bola, que voltou a circular com tranquilidade perto da área alvinegra, até Vieyra resolveu arriscar e Saulo aceitou. Toma-lhe pressão.
SHOW DE HORRORES
Paquetá mexeu no sistema ofensivo. O que se viu em campo, contudo, foi uma falta de inspiração assustadora, tanto que os frágeis rivais, confiantes, passaram a controlar as ações.
INACREDITÁVEL
No apagar das luzes, mesmo jogando muito mal, o Botafogo teve oportunidade clara para voltar a empatar. O goleiro do Tricolor saiu de forma estabanada, e Brenner, sem a presença de Rojas, chutou em cima do defensor, com o gol todo aberto. Inacreditável! Situação se tornou insustentável para Paquetá.
Demissão
Os maus resultados e as más atuações do Botafogo tornaram a situação insustentável. Após a derrota para o Nacional-PAR, na noite desta quarta-feira, em Assunção (PAR), o técnico Marcos Paquetá foi demitido pela diretoria presente na capital paraguaia.
Paquetá entra para a inglória lista dos técnicos que ficaram menos tempo no Glorioso. Foram apenas cinco jogos, sendo uma vitória e quatro derrotas. Mário Sérgio, em 2008, ficou três partidas. Dé Aranha, em 2001, cinco jogos.
Arthur Bernardes, em 2002, ficou apenas seis partidas. Geninho, em 2008, também. Mas nesse mesmo 2018 a atual diretoria demitiu Felipe Conceição depois de sete partidas.
Deste modo, o Botafogo volta para o Rio de Janeiro nesta quinta-feira ainda sem treinador, e enfrenta o Santos no sábado. Até lá, tempo para apenas um treinamento no mês de agosto que, já se sabia, seria de muitas partidas.
FICHA TÉCNICA
NACIONAL-PAR 2X1 BOTAFOGO
Local: Estádio Defensores del Chaco, em Assunção (PAR)
Data-Hora: 01/8/2018 – 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Roberto Tobar (CHI)
Assistentes: Claudio Ríos e Edson Cisternas (ambos do CHI)
Cartões amarelos: Velásquez, Franco, Orué (NAC); Rodrigo Lindoso, Carli (BOT)
Cartões vermelhos: –
Gols: Santacruz (9’/1ºT – 1×0), Luiz Fernando (30’/1ºT – 1×1) e Vieyra (6’/2ºT – 2×1)
NACIONAL-PAR: Rojas; Franco, Velásquez, Paniagua; Melgarejo, Orué, Miño, Clarke; Vieyra (Argüello, 37’/2ºT), Santacruz e Bareiro (Arévalos, 49’/2ºT) – Técnico: Celso Ayala.
BOTAFOGO: Saulo, Luís Ricardo, Carli, Igor Rabello e Gilson; Rodrigo Lindoso e Matheus Fernandes (Marcelo, 23’/2ºT); Luiz Fernando (Brenner, 33’/2ºT), Valencia e Pimpão (Renatinho, 23’/2ºT); Kieza – Técnico: Marcos Paquetá.
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