O atacante Rafael Paty foi um dos símbolos do renascimento do Remo nesta temporada. Com dificuldades financeiras, técnicas e táticas no primeiro semestre, o jogador incorporou o espírito motivador trazido com a contratação do técnico Cacaio. Ele foi decisivo no primeiro jogo da final da Copa Verde diante do Cuiabá, em Belém, marcando dois gols na vitória por 4 a 1, mais dois na decisão do segundo turno do Campeonato Paraense contra o maior rival do Leão, Paysandu, e manteve o bom momento de artilheiro na final do Parazão diante do Independente Tucuruí, levando o clube para a disputa da Série D do Brasileiro.
Mas Rafael Paty não manteve o nível de atuações na Quarta Divisão. Apesar de iniciar como titular, ele marcou apenas um gol e acabou ficando com a reserva. O que o torcedor remista não sabia era que, fora de campo, o atacante ajudava a esposa na luta contra o câncer. A cabeça ficava dividida entre os problemas pessoais e a pressão pelo acesso à Série C.
O fluminense Rafael Sobreira da Costa, ou simplesmente Paty, apelido originado em razão da sua cidade natal, Paty dos Alferes, está no futebol paraense desde 2012. Entre Cametá, Santa Cruz de Cuiarana, Gavião Kyikatejê e o Remo, o camisa 9 já marcou 54 gols vestindo a camisa dos clubes paraenses. Com 34 anos, ele diz que a vontade é de continuar no Leão para a próxima temporada.
– O desejo fala mais alto no coração da gente, as coisas boas que fizemos aqui. Agora vai ficar à cargo da diretoria. Vamos ter uma última conversa nessa semana. O desejo de ficar, lógico que temos, mas precisamos ver o que é melhor para o clube e a minha família.
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