
O Santos recorreu à Corte Arbitral do Esporte (CAS) para não pagar cerca de R$ 120 mil para a Tuna Luso, clube paraense que alega ser o formador do meio-campista Paulo Henrique Ganso, atualmente jogador do São Paulo. O time de Belém cobra um percentual de aproximadamente 0,6% do montante de R$ 23,9 milhões, valor pago pelo tricolor paulista em setembro de 2012 por parte dos direitos do jogador.
A briga entre os dois clubes começou ainda em 2014, quando a Tuna contratou um escritório especializado para tratar do caso. À época, os advogados do time paraense acionaram o Comitê de Resolução de Litígios da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que deu parecer favorável ao clube do Pará no começo deste ano, segundo informou o vice-presidente da Tuna, João Rodrigues.
Por outro lado, o jurídico do Peixe tem outra versão e alega que Paulo Henrique Ganso foi atleta da Tuna somente até os 13 anos e, por isso, o clube não tem qualquer direito financeiro neste momento – só teria em caso de transferência internacional. Cristiano Caus, consultor jurídico do time santista, aponta o artigo 29 da Lei Pelé.
A novela sobre os clubes formadores de Paulo Henrique Ganso se desenrola desde 2013. O Paysandu foi o primeiro a cobrar a sua parte na transferência do jogador ao São Paulo e levou do Peixe cerca de R$ 500 mil, ainda na gestão do ex-presidente Odílio Rodrigues.
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