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Final da Série C: Macaé x Paysandu fazem o primeiro jogo neste sábado

Não fossem os mais de 70 anos de história para diferenciá-los, seria difícil definir quem é Macaé e quem é Paysandu nesta Série C do Campeonato Brasileiro. Muito além do azul e branco de suas camisas, um se torna a sombra do outro quando cabe aos números julgá-los. Seja pela classificação em quarto lugar, seja pelo mesmo número de pontos, seja por ter metido quatro nas semifinais… Leão e Papão mais parecem um só, mas não faz mal! Neste sábado, às 17h (de Brasília), no Estádio Cláudio Moacyr de Azevedo, eles iniciam uma espécie de tira-teima por algo que, enfim, não pode pertencer aos dois simultaneamente: a faixa de campeão da competição.

A campanha da dupla até aqui é tão semelhante que, ora, coube ao saldo de gols na primeira fase definir que o Paysandu iria jogar o segundo jogo da grande final da Série C em casa – os paraenses tiveram saldo de quatro contra dois negativos do time fluminense. A partida de volta, portanto, acontece no dia 22, também às 17h, no Mangueirão, em Belém. Depois de fazer história conquistando seu primeiro acesso à Série B, o Macaé quer aproveitar o embalo para abocanhar também o título inédito. Aliás, a semana não poderia ser melhor para o clube, que recebeu, nesta última sexta-feira, as chaves da administração do Estádio Moacyrzão das mãos da prefeitura em um ato simbólico – um projeto de lei ainda será encaminhado à Câmara Municipal para concretizar a concessão. Notícia ruim mesmo somente a lesão do capitão Gedeil, que continuará sem poder atuar. Tiago Pedra permanece com a vaga, assim como aconteceu contra o CRB.

O técnico Mazola Júnior, por sua vez, não tem problemas para escalar o Paysandu que vai disputar a final, apenas pendurados. Durante semana, no entanto, o técnico tratou de destacar o adversário e enalteceu o sistema defensivo macaense, bem como o ataque. Mazola falou, ainda, que terá que tomar cuidado com o saída de jogo alvianil, sempre rápida e com toques velozes. – Temos que voltar a ter poder de concentração. Vamos esquecer essa história de camisa e tradição. O adversário é aguerrido, eliminou o Fortaleza no Castelão com 62 mil pessoas e não é para qualquer um. Time deles põe ritmo no jogo, tem uma defesa boa e sabe sair com velocidade. Não chegaram até a final por acaso – frisa o treinador.

Apita a partida o árbitro catarinense Edmundo Alves do Nascimento. Ele será auxiliado por Ângelo Rudimar Bechi e Eder Alexandre, ambos também de Santa Catarina.

Macaé: Milton Raphael, Dos Santos, Leandro, Filipe Machado, Diego, Lucas, Pedra, Marquinho, Juba, Romário e João Carlos.

Paysandu: Paulo Rafael; Charles, Pablo e Fernando Lombardi; Yago Pikachu, Augusto Recife, Zé Antônio, Heverton e Airton; Ruan e Bruno Veiga. Globoesportepará

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